Sobre minha trajetória nos murais e no graffiti
Voltei a pintar em agosto de 2023, num evento em Passo Fundo onde a tinta reencontrou meu caminho e minha missão.
Foi ali que entrei pra POPS – Por Onde Pisamos, uma crew que se tornou minha base, minha escola e meu combustível.
A partir dali, comecei a trabalhar em trabalhos comerciais e passei a entender de verdade o spray: o traço, a cobertura, o controle.
Mas não parei por aí. Estudei o uso do pincel, rolinho, texturas, solventes e tudo o que pudesse expandir a fluidez da arte na parede.
Me dediquei a aprender letras e tags que estavam fora do meu estilo, porque entendi que a rua exige adaptação, humildade e entrega.
Cada trampo coletivo é uma troca e quanto mais eu saía da minha zona de conforto, mais meu traço ganhava maturidade.
De lá pra cá, representei a POPS em murais e eventos por cidades do Brasil todo e sigo carregando nas costas a vontade de evoluir e honrar o movimento.
O graffiti me ensinou a falar alto sem precisar gritar e é isso que deixo em cada muro que pinto.
Sempre fui inquieto com estilo. Estudei de perto peças de graffiti, bombs e tags entendi a estrutura, a pressão do spray, os flow das ruas.
Mas minha raiz mesmo vem do caligraffiti, uma forma de expressionismo visual, onde a caligrafia se transforma em forma, faixa, ritmo e emoção.
É caligrafia em estado bruto, misturada com geometria, pulsando presença.
A primeira vez que fiz uma parede nesse estilo foi num dos momentos mais duros da minha vida. Eu estava sem grana, sem direção, e meu chefe do antigo estúdio enxergou em mim o que nem eu via.
Comprou pincéis, tintas, e me deu a barbearia inteira pra pintar. Cada canto. Cada porta. Cada parede, o teto, até a geladeira.
Pintei como quem precisava respirar.
Minha caligrafia passou a ocupar espaços e a falar mesmo quando ilegível.
Às vezes escrevo sentimentos de um jeito que só eu entendo. Outras vezes, deixo a forma dizer mais que a palavra.
Combino ornamentos caligráficos com palavras ocultas, animais formados por letras, formas geométricas que nascem do gesto.
Quando comecei a participar de eventos de graffiti, me afastei um pouco do meu estilo original pra entender como a rua se movimenta e isso só fortaleceu minha identidade.
Hoje, meu traço é mais livre, mais intencional e ainda em construção.
Meu estilo vem da alma caligráfica é o ato de estar vivo, em movimento, traduzido em letra.
E mesmo depois de tantas paredes, sinto que ainda tô longe do meu ponto final.
Porque meu estilo é isso: uma evolução constante, viva, presente em cada linha que eu deixo no mundo.
Cada mural que faço é pensado com intenção, técnica e respeito ao espaço.
Antes de qualquer traço, preciso conhecer o local por isso, sempre peço uma foto ou vídeo do muro, com as dimensões exatas, pra avaliar a proposta.
Os valores de material são totalmente investidos em tintas, sprays, rolos, pincéis, canetas, lonas, fitas, cordões, verniz, e tudo mais que for necessário. Sempre envio nota fiscal e descrição do material utilizado.
Antes de iniciar o trabalho, envio um PDF completo com:
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Cada tela que crio carrega minha dedicação máxima, meu respeito e minha visão mais honesta sobre a arte.
Quando alguém decide levar uma obra minha pra casa, isso significa muito. É mais que uma pintura: é um pedaço da minha alma pendurado na sua parede.
Produzo telas autorais a partir de processos criativos próprios, e também por encomenda, onde interpreto histórias, ideias ou sentimentos em tinta e textura.
Seja qual for o caminho, o compromisso é o mesmo: autenticidade, técnica e profundidade.
Como funciona a encomenda de uma tela
Exemplos:
Envio minhas telas para todo o Brasil, embaladas com o maior cuidado e proteção.
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